sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Longas cartas pra ninguém V



Pósfacio: encerrada a história agora eu tenho que ficar quietinho. Dá vergonha você ler isso e me dizer, parece que eu falei tudo de desnecessário, como sempre, e disfarcei a toa todo tempo que... pare de ler isso! Pare de ler com a cabeça cheia de certeza... que serve pra você. Não, mocinho. É pra você.
Falta de vontade de parar. E lembrar que a última série tivera quatro postagens. Eu quis que longas cartas tivessem cinco, achei um número bonito. Achei um enunciado bonito “as cinco longas cartas pra ninguém”! E se você acha que elas são curtas, vocês não sabem o que eu passei pra escrevê-las. O que eu ouvi pra escrevê-las. O que eu vivi, pra que cada dia, um pedacinho de música fizesse tanto sentido que eu quisesse usá-lo. E colar esses pedacinhos com a minha própria cola, minha própria poesia. No começo eu queria que tivesse quanto menos palavras minhas possível, e por fim fui usando cada vez menos músicas.
É melhor ser amado ou admirado? O que eu faço com a sua admiração. Você que leu as cartas, você ninguém, que me vem com dizeres tão positivos, a elogiar minha inteligência e minha sensibilidade, você, ninguém... você me inveja? Você sabe que eu sou tudo que você tentar ser e ainda tão melhor? E que... no fim nós dois só queremos estar sentados na varanda, comprovando que ninguém vence... depois que a gente envelhecer ninguém precisa mais dizer como é estranho ser humanos nessas horas.
É o fim da picada
Depois da estrada começa uma grande avenida.
Qual é a moral?
Eu não tinha nada pra dizer, por isso disse. Essas foram nossas horas, essas foram as nossas vidas. Amours impossibles, défaites, ironies, tudo que tem ser dito, c'est dit.
Je a dit que jê t'aime.

Nenhum comentário:

Finais são bençãos ambivalentes.