sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Longas cartas pra ninguém I


Você é, das coisas que eu menos gosto de gostar, a que eu mais menos gosto de gostar.
A segunda é comida.
Eu gosto de fazer esses mosaicos de músicas. Isso é que eu gosto, de você é paradoxo. Você me faz pensar perguntas que jamais são ditas, tampouco respondidas. Algo que jamais se esclareceu, onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo, que te conheci, lá mesmo esqueci, o leão que sempre cavalguei, lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só. Ah, eu não sei pra que me quer tão livre o destino! Quer que eu faça alguma coisa por ele? O máximo que eu faço é deitar aqui e sofrer. Um dia desses eu pego um avião, vou pra Xangai, e nunca mais eu volto pra te ver!
Acabou toda bonitice, toda alegrice e felicidade. Eu só sinto um frio, que me faz ouvir todas as músicas pra ninguém, escrever todas as longas cartas pra ninguém. Esperar ninguém. Tão só, que quase posso escutar o dia matar a noite que chega ao fim. Assim, assim.
Ah, sim! Você não gosta de ninguém. Não faria nada por ninguém, nem por mim. Você tem medo é de você, e medo de ficar perto de mim, triste mesmo, é saber que eu sei como você se sente em relação a mim: indiferente; o que eu sinto por toda gente.
E MESMO QUE EU TENHA A MINHA LIBERDADE, SERÁ QUE EXISTE VIDA EM MARTE!?

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Finais são bençãos ambivalentes.