sábado, 13 de agosto de 2011

Mundo Triste S.A.

Você e eu... somos tão iguais. Fases tão parecidas, idades tão restritivas, confundimos as coisas. Confundindo o nível de afetividade, tão perdidos entre o romance e a amizade. Estranho seria não gostar de você. Além do que... variando também nossos níveis de afetividade. Quando está sozinha me trata extremamente bem, quando com alguém, nem tanto. Eu não reclamo, eu entendo, e acho que assim as coisas são, funcionam, e se não são deveriam ser. Deixa tudo tão mais claro, esses humanos, confundindo nossas mentes, olhe só como eles sorriem, olhe só como eles nem nos sentem. Nem sequer estão vendo que estamos realmente aqui.
Somente você me vê, por baixo das camadas de tinta, que essa gente vê, no quadro que eles pensam que eu sou. Além do "você é bonito", você me vê, você me sente, você me aceita, e aceita meu carinho.
Eu retribuo reconhecendo seu conhecimento, não querendo te possuir, não tentando ser seu dono, te tratando como igual, não te trazendo mais pra mim do que você pode vir.
É possível amar alguém que odeia alguém que gente ama?
Estou tão confuso e frágil quanto você, simplesmente não sou forte o quanto você pensa pra te esquecer. Se não é fácil pra você, também não é pra mim. E espero que não seja o que você quer. Porque não é que eu quero. Se faz bem pra você, faz pra mim. Se fizer mal a você fará pra mim. Se você já sabe o resultado eu também sei. Eu só não sei uma coisa... cada vez que você aparece eu fico com uma esperança, não sei se você tem essa também. Mas... na verdade... eu sei... eu sei que tem.
Finais são bençãos ambivalentes.