sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O jogo de xadrez do Destino

Bem, como todo sabem o Destino é cego. Pra quem não sabe, fica sabendo agora. Ele sempre leva consigo um enorme livro, claro, nele está escrito tudo que irá acontecer, está acontecendo, e o que já aconteceu. Este livro está acorrentado em suas mãos, ele nunca o larga. Ele também tem uma pena, mas ele não a usa com tanta frequencia como pensamos. São coisas que ninguém sabe, ele não tem nenhum tipo de senso de humor e as coisas aparecem escritas em seu livros, ele não as escreve, somente zela pra que ninguém as altere. É pra isso que ele vive, pra isso que existe desde que o primeiro ser vivo surgiu, e não antes desse. Ele nunca existiu antes... Destino não é um deus, muito menos um criador, é um zelador. Ele usa sua pena somente em casos de vários caminhos, formando caminhos alternativos de acordo com a escolha de uma pessoa, ela pode usar um deles, o que chamamos escolha óbvia, ou "você já sabe no que isso vai dar", e se ela escolhe outro caminho que vai sendo escrito sozinho os outros desaparecem, ou seja, o livro não registra o que nunca aconteceu, por isso nem sempre podemos voltar atrás. Ninguém nunca alterou os escritos, também pra isso que serve a pena, se isso acontecer ele corrigirá. Mas ele nunca se descuidou do livro, e também nunca morreu, sim, ele é mortal, ninguém sabe como matá-lo, claro, somente algum outro ser mistíco em algum lugar no universo, ok, as parcas. As parcas são velhas feiticeiras que possuiam a tapeçaria do destino antigamente, mas elas são facilmente corruptíveis, e a alteravam por qualquer boa oferta. Alguém lhes destituiu dessa função, claro, a tapeçaria está quardada no castelo de Destino, e desde então tudo vêm sendo regularmente registrado, mas as velhas bruxas ainda têm seus truques, claro, por isso sabem como matar o destino. Mas o destino é uma imagem que só desaparecerá quando o último ser deixar de agir. Se matarem esse, outro nascerá em seu lugar.
Vendo deste modo podemos concluir que Destino é um ser incorruptível, mas existe outro ser que pode facilmente dobrar um mortal, então como não outro igual a ele?
O Desejo, vez por outra, desafia destino pra algum jogo, como uma partida de xadrez, nas raras vezes que ganha, ou que convence Destino em fazer uma aposta, ele não pode tocar no livro, mas pode "tentar" um humano em suas escolhas, principalmente no amor, sim, esse ser tem muito senso de humor, um senso de humor maldito, ele nunca se aborrece, se entristesse ou se irrita, segue perseverante em seus objetivos, como ganhar uma partida sobre o destino.
O que ele mais gosta é de olhar o livro e ver as pessoas que têm muitos caminhos em sua frente. É terrívelmente prazeirozo se ver diante da confusão destes, Desejo é o principal responsável pelo que chamamos amor, por isso, não fique culpando seu destino, não fique achando que você é uma peça no jogo dele, que tudo está escrito e você nada pode fazer pra mudar. Eles jogam com peças normais, feitas em pedra sabão, que ficam no interminável jardim da casa de Destino. Quando o desejo ganha, ele é quem está brincando com você, te mostrando pessoas bonitas e incríveis, ou produtos irresístiveis em uma vitrine, ou estragando sua dieta te ajudando a achar doces, ele não está te manipulando... está colocando objetos de desejo a sua frente.
E quando Destino ganha, como afronta, ele escreve uma pequena linha que pode te desviar desses objetos. Mas a escolha... é sua.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Divagando sobre estilos música e pessoas inconvenientes

Quando me perguntam se eu sou emo, ou roqueiro, ou qualquer rótulo mainstream, eu respondo, para não continuar a conversa, que sou apenas uma pessoa estranha. Dizer que sou gótico rende muitas explicações, nem sempre estou afim.

Quando perguntam quanto ao gosto musical respondo que gosto basicamente de música eletrônica, clássica e rock e umas “estranhas” misturas de tudo isso chamadas experimentalismo (E com certeza muito mais coisa que você não conhece e se conhece duvidaria que eu escuto). Pensando nisso eu comecei a meditar sobre como esses termos também são polêmicos, tirando a música clássica/erudita, o rock e a música eletrônica caíram em “desgraça”. Quando você diz que gosta dessas coisas também exige uma explicação, as pessoas ficam pensando (é bom quando elas só pensam) ou perguntam (o pior é quando elas abrem a boca) se você gosta de tal banda ou artista ruim, mas que é popular, então você tenta não fazer cara de nojo, responde o que gosta, a pessoa não conhece e ficamos na mesma. Ruim por que é popular ou popular por que é ruim? Óbviamente existem coisas pop que são boas, e existem coisas que são propositalmente idiotizadas pra agradar a população.

Mas o principio da divagação não é esse, e sim como o roqueiros troozões vivem se queixando do que está acontecendo hoje em dia, de que Joey Ramone ou Sid Vicious ou Johnny Rotten (as pessoas que dizem isso sabem quem é esse cara será?) ou Jim Morrison, sei lá , devem estar se revirando na tumba! Isso óbviamente pra atacar esse, essa... praga, essa máfia, desgraçada que se tornou o emocore! Esse tipo de gente, geralmente, também não merece atenção. Desse modo as pessoas que gostam da música eletrônica deveriam também viver se queixando de os kraftwerk (não sei se algum deles morreu, mas enfim, sejamos figurativos) também estão se revirando na tumba!

Estando cientes de que a música eletrônica surgiu o intuito de criar sons não possíveis de se reproduzir com instrumentos musicais que conhecemos, como sons da natureza sintetizados eletrônicamente para auxiliar na peças de música clássica, e depois como um experimentalismo de variações de sons diferentes, incluindo fazer música com coisas não muito musicais, como motores, panelas, máquinas e quem sabe uma lixadeira que nem a que ta me atormentando agora, a não música ou anti-música de figurinhas como Monte Cazazza, que criou o termo “música industrializada, para pessoas industrializadas” , nada mais adequado ao que acontecia na época que era o boom industrial, a produção em massa que mecanizava as pessoas, transformando todos em operários-máquina. Felizmente depois essa coisa NOISE foi se tornando mais agradável, e ai sim surgiram sons mais apreciáveis como o do grupo Kraftwerk. Depois mais apreciáveis ainda como o New Order e o Depeche Mode! =)

Até mesmo a música industrial suavizou, se tornou menos ”rebelde”, vide Einstürzende Neubauten e Cabaret Voltaire. E hoje em dia temos exemplos como: Die Form, KMFDM, Wumpscut, Combichrist, etc.

Dançantes, felizes, profundos, ácidos, distorcidos, enérgicos, psicodélicos, enfim... a música eletrônica desenvolveu tantas vertentes de sons quando o rock, e ainda por cima às vezes pedem auxilio um ao outro, e também se unem em uma bela harmonia (não para os ouvidos mais conservadores e preconceituosos, claro ¬¬).

Logo então, se um roqueiro pode se sentir ofendido e indignado quando alguém lhe pergunta: então você curte Blink? Green Day? Good Charlotte?

Uma pessoa que diz que gosta de música eletrônica, como eu, pode ficar se pinicando de vontade de mandar alguém calar a boca quando perguntam: trance? Britney? Madonna? psy? certamente alguns ouvidos alternativos são toleráveis, até mesmo gostam de verdade disso, mas eu não, não, We not speak americano, eu não gosto muito de coisas comuns, eu não agüento mais ouvir Yolanda be cool!

O advento da música no Brasil é algo fora de discussão, o povo brasileiro é um povo muito musical, que acha música clássica chata, jazz, blues, etc. chatos, sem saber que a música eletrônica e o rock evoluíram deles. Mas como nem toda evolução é perfeita, e podem haver mutações no caminho... temos o Restart, o Cine, o Fresno e se Monte Cazazza ouvisse funk carioca ia saber o que é não música, o que realmente incomoda, mas hoje não é música industrializada pra pessoas industrializadas, e sim música imbecilizada pra pessoas imbecilizadas.

sábado, 31 de julho de 2010

If could sleep tonight

Standing on under empty bridges
Stay alone on the warm room
and making plans for no tomorrows
Living dyeing by the greys houses
Feeding down dirty dogs
I just think in great ends

If could sleep tonight
If I had you by my side
Maybe I haven'not this sad slaught
Maybe I could walk away an forgot!


And the demon sends invites
to steel away your spirit
All the evil with tiny devices
The uncertainty and the cryes
You want be lonely
You want to die
And the death sitting in the window
and drink champagne


If could sleep tonight
If I had you by my side
Maybe I haven'not this sad slaught
Maybe I could walk away an forgot!
And finally I do colorfull this home!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não posso mais...

Já não posso mais viver num com tantos amores incorrespondidos, num mundo de desejos, e desejos insatisfeitos. Um jogo que cansei de jogar e não chega nunca ao game over. Já não tenho mais paciência pra jogar fear, quiçá esse jogo chamado vida. Não quero lutar, não quero continuar, não quero me esforçar pra mudar tudo isso, um jogo que eu não pedi pra jogar. Acordar cedo todos os dias e vestir a máscara social, até quando? Até chegar na meia vida morto inteiro? Lutar pela sobrevivência, sem ter o gosto do exagero? Sem nunca ter o que eu realmente queria. Fazer tudo contráriado, me prostituir para as injustas empresas gananciosas, por um salário, em troca de minha peace of mind? Sem explicações, com todos implorando todos os dias aos seus deuses, e morrendo sem seus desejos satisfeitos? Já não posso viver num lugar que odeio, num dos piores cantos dele. Disfarçar tudo isso com pequenas alegrias. Triste sem companhia pra um simples e inocente sorvete, ficar em casa e ver um filme, um pouco de carinho... ter que aguentar as pessoas que amo sendo apenas minhas amigas. Ser um ser humano comum, respondendo ao maldito "oi, tudo bem". Marchando para a morte com tanto esforço, sendo que no fim vem o fim. Porém sem a certeza de que depois do fim vêm o mesmo de antes do começo. Vendo as pessoas me tratarem bem, me despertando interesse, e metidas felizes em suas vidas compromissadas, em seus relacionamnto. Me dando conselhos de que tudo isso passa e eu estou exagerando, enfurnadas em seus carros de quatro portas e suas casas no centro! Chorando todos os dias porque nada disso faz sentido algum! Eu não quero jogar esse jogo. Perdendo tudo que me acalma e me era mais precioso, tomando cuidado onde piso sempre. Eu já não tenho mais o que perder! Então tenho que continuar, tomo esses remédios pra me anestesiar. Saiu e vou beber pra me anestesiar. Observar o amor de longe sem poder tocar, com as palavras e o gestos de carinho sufocando e me corroendo por dentro. Ainda que isso mude e apareça alguém! Já me é intolerável perder tanto! Tanto! Paixões que vem da infância e eu nunca poderei tocar! Se eu tivesse ao menos a garantia de que não há mais amanhãs esperando por mim. O direito humano lhe nega a morte e lhe obriga a todo custo a continuar jogando! É muito sufocante estar preso a essa cela de cadeia que precisa ser alimentada e cuidada, e não podemos mudar! Que nem todos gostam pra te aceitar com par. Não tenho habilidade de persuasão que queria, nem me lembro da arte da conquista! Eu chego e me deito sozinho nessa cama sem forças pra levantar e lavar a louça! Essa dor que tylenol nenhum vai tirar! Pra que inferno? Eu ando pelas ruas temoroso, pânico em cada ato! E eu não sei o porquê! Nenhuma paroxetina vai solucionar, uma mega sena quem sabe. A parte mais agradável do dia é quando me deito e não existo, meu corpo pouco consciente está na cama vulnerável, mas e minha mente? Stand by? Eis a coisa mais cruel que nos poderia ser dada, existir todo tempo. Eu já não aguento o pouco que preciso, eu tenho a única esperança de um dia poder não existir, que o despertador não toque. Que não surja nem um sonho enganador em que eu tenho o que quero e quem eu amo. Que tudo acabe, que seja rápido! Que essa dor pare de sair pelos póros, pelas lágrima, provocando mais dor, olhos e nariz vermelhos e as perguntas! E a ajuda, com palavras vãs, das pessoas que estão apenas marchando pra morte, sem um sentido, apenas indo. Pessoas que não fariam falta. Meu coração amargo deseja que elas desapareçam pra seu benefício próprio. Mas elas continuam aqui. Mas eu continuo aqui! Todos os dias eu acordo. Contos os dias para aquele em que não acontecerá esse infortúnio never more.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Outro poema

Ao que meu amor me pede nada posso negar. Se for bom sorrirei com o coração alegre, se não me agradar acatarei humildemente. É um ter com quem mata a minha lealdade a mim mesmo. Quem é esta que ousa arrombar o coração de Gustave Caligari?
Com qual audácia ela venceu minha vitória! Como ela sabe destruir minha tristeza? Quando eu pensei que havia perdido a batalha ela reaparece com mesma muiteza!
E como ela é muitaz! Me faz não querer mais que bem querer, não contentar me de contente. E assim estou preso por vontade, o coração roubado de bom grado. Pra você mais um poema. Ele se chama:

Da Arte de Minhas Palavras

De cada dez de meus pensamentos são dela 9,5
Ao perder, porém, eu ganho
Tuas mechas douradas, teus olhos castanhos
Isso sem dizer que ainda cuido em perder
Nunca acordo cedo suficiente para ver o sol nascer
Se perco um prazer minino assim, ainda assim, tenho sempre você
Talvez seja louco de te criar e recriar como eu quero só pra mim
Suas mãozinhas de veludo, sua pele de cetim
E ainda que eu fosse conquistador de meia pataca
E que as aulas de literatura só me deixassem mais perpicaz
Teu sorriso que tráz alergria, tua voz que tráz a paz
Ah, se eu fosse esse rapaz!
Eu te digo que escrevo agora como manda a lição
10% sentimento, 90% de transpiração
Me esforçando com as rimas e o formato
Traçando as frases com cuidado
Oh, sim, que artesão poderia ser eu
Que velhaco dissimulado
Mas teu beijo no meu rosto e sua presença ao meu lado
De toda essa arte da palavra não consigo usar a enganar
Ainda que eu conseguisse
100% de esforço e nenhum de coração
Meu suspiro em seu ouvido, sua mão em minha mão
Eu não teria pelo que enganar por tanto tempo amor tão puro
Eu não continuaria tão firme e tão seguro
Tremulando e fraquejando
Desistindo então quem sabe
Teu amor arfa em meu ar, seu coração em meu peito cabe
Finais são bençãos ambivalentes.