quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Totemo ureshikattayo
Eu estava tão feliz
kimi ga warai kaketeta
Quando você sorriu pra mim
subete wo tokasu hohoemi de
Com um sorriso contagiante
haru wa mada tookute
A primavera ainda está longe
Tsumetai tsuchi nurakatte
E a terra gelada ainda está molhada
Mebuku toki wo matte tanda
Eu estava esperando pelo dia em que a primeira grama nascesse
tatoeba kurushii kyou datoshitemo
por exemplo, mesmo com o doloroso dia que foi hoje
kinou no kizu wo nokoshite itemo
Mesmo se as feridas de ontem resistirem
shinjitai kokoro hadaite yukeruto
Quero continuar confiando nas pessoas
umarekawaru koto wa dekinaiyo
E não posso me tornar outra pessoa
dakedo kabatte wa yukerukara
Mas posso mudar meu jeito de ser
Let's stay togheter itsumo

Músicas em japônes pra irritar
Por que eu não entendo nada
Por que não quero entender
Por que não quero achar apoio pra minha tristeza
Por que...
Por quê?

sábado, 22 de setembro de 2007

"É pau, é pedra, é toda alvenária..."

Todo dia conta um novo!
todo os dias olha o povo
a cidade
a roupagem do mundo
e não se importa
queria ele apenas alguem pra dividir a vida!
não pra se apoiar, tem gente que sabe como se bancar!
tem gente que precisa de muletas.
tem gente que sabe onde tá pisando e gente que pisa onde tá mais fácil.
apenas mais um louco
pra melhorar um pouco!
apenas mais um posto, pra abastacer e continuar a estrada
sem reparar nas casas e nos seres humanos!
só na magica natureza que rodeia
e se algém cheirando a flores ou terra ou andando sem rumo no meio da estrada lhe chamar a atenção, então...
_pra ondes vai?
_pra todo lugar e lugar nenhum!
_quer uma carona?
pra começar um mundo de andarilho vagabundo!
pra começar.

Sei muito bem o que quero, só estou me fazendo de sonso. Crueldade, besteira? Eu deveria me acostumar e mudar? Digam isso pra pessoa que realmente toma conta aqui, a gente se vê pouco, mas geralmente ela fica gritando eu quero isso e aquilo lá no fundo.
Ok, aqui está, lá vou, é pra já, mais alguma coisa, miss dayse?
Amor, liberdade, desejo, pessoas o que eu realmente quero, entrem lá e convençam a cabeça dura que é minha consciência, eu, por mim, faço todas as cagadas possíveis e imaginárias, sedo a todas possibilidades, não sei nem por onde começar. Pau pra qualquer obra mesmo. Depois é aguentar a realidade interior. E ela bate forte quando quer, vocês nem imaginam, velha maldita. Eu não vivo sem ela. Capaz até dela vivar sem mim.
Todos sabemos o que realmente somos, queremos e fazemos, só estamos nos fazendo de desentendidos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Uma dor que dói e não é a minha orelha inchada pelo piercing
Uma tristeza profunda que só consigo explicar a existência pelo fato da própria tristeza existir
Talvez seja isso
O fato da própria tristeza existir
Só isso que ainda me deixa triste assim
Como um home que pode ir ao lugar mais divertido do mundo, dançar,beber, cantar, amar e ter a melhor noite de todas
Quando volta pra casa sabe que há uma baú ali
O que tem dentro ele não sabe bem
Mas lhe incomoda muito
Dele é impossível se livrar
Talvez ali dentro esteja guardada a própria tristeza
E assim... ele sabe que nunca poderá ser totalmente feliz
Não sabe se poderá dizer que é realmente feliz
E nem se é feliz
Claro, o fato de a tristeza estar ali não o faz triste
Toda a felicidade do mundos se encontra lá fora
Mas ele não pode deixar de se preocupar
Nunca
Não sei quando começou, até quando vai durar, tristeza tem sempre cara de sempre
Jeito do que irá durar vida inteira
Você acha que amores tem jeito de sempre? Felicidade?
olhe bem, eles não o tem
Você sabe que passará
Se preocupa que acabe
Mas tristeza... você nunca, nunca, se preocupa que poderá passar ou acabar


"I fought the war, but the war won"

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tu e Eu
por Luis Fernando Verissimo


Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa
Eu, calipto.


Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.


És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.


Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.


És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.


Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Até agora eu: fui feliz por um tempo em uma cidade de proporções que eu não imaginava, não imagino e não sei se imaginarei, ela pulsa e mesmo de longe parece viva, me chama e quando a visto ela me faz muito bem. Quando se é pequeno tudo é grande, eu e mudei para um cidade que deve ser do tamanho do meu ex bairro, por isso não senti a diferença, a cidade continuava a ser monstro, não era viva, mas um monstro enorme pra mim. E tudo era longe. Mas hoje tudo é relativamente perto, pequeno e desconfortante, a cidade parece que dorme ou jaz aqui, isso pode acontecer com elas, mas eu vivo, e cresço... Eu conheci várias pessoas, detestei várias pessoas e amei várias pessoas, quanto mais se cresce mais se percebe como o que você viveu ontem pode ser pequeno em relação ao hoje... Eu fiz várias coisas e aprendi várias coisas fazendo essas várias coisas, eu comi várias coisas e recomi, vesti e revesti, assisti e reassisti, amei e reamei, odiei e reodiei, descobri que ás vezes é preciso morrer pra nascer mais forte, então morri e remorri, e que também é preciso amar o que se odiava e vice-versa.

Conheci pessoas, fiz delas minhas amigas, e achei que gostava delas, bem, desde o ínicio, vejo agora, que nunca gostei. Amei pessoas e amei mesmo, sem arrependimento ou concisão, construí belas paixões e com algumas delas até um belo momento que parece ter durado uma vida. Pois uma vida é algo bom que você sabe que pode acabar, que você pode acabar, mas não tem nunca essa pretensão muito fortemente. Mas a vida acabou e só hoje eu jogo fora os pedaços dela. Daí você vai e encontra outro jeito de viver. Fui abandonado, fui readmitido, achei uma nova pessoa pra construir uma vida ainda maior. Planejei tudo como alguém que monta um complexo dominó, eu sabia que ia dar certo. Mesmo que termine sua obra nunca deixe de construir nela sempre, ela pode ir desmoronando e se acabar por ela mesma, ou... alguém pode fazer isso por você, então, o que você levou meses, dias, horas de esforço, alguém vem e derruba com alguns minutos. E te faz passar raiva, solidão, tristeza, saudade, e logo se matar de sentimentos depreciativos, você vai e morre de novo, tudo isso foi péssimo e te deixou mais forte, faz o que tem que ser feito, deixa tudo pra trás. Conheci músicas, cidades vizinhas, lugares bonitinhos, a desnecessidade de um ídolo, de uma sexualidade, de um freio qualquer. Ganhei então um gosto visual, um gosto estético pra mim, uma subcultura e um gosto musical e literário. Aprendi o preço das coisas. Fiz coisas inesquecíveis, divertidas, chorei e acabei com o dia da pessoa que era minha vida, acabei com a pessoa da minha vida. Fui feliz, fui triste, fui inxado de tanto chorar. Encontro o que eu realmente preciso em outra pessoa, tenho um sentimento ímpar por ela, sofremos, choramos, vivemos ainda que longe estamos muito perto. E de quebra uma pessoa que não significava muito pra mim consegue se tornar uma das pessoas que eu mais amo, uma das minha únicas ligações com o mundo que eu abandonei e uma fonte de divertimento e chateação infindável. Podia eu estar agora no meu conceito atual de total niilismo. Como esta mais alguma? Sim, por onde andei arranjei outras, pra brigar, rir, inventar moda, ver meninas insosas, pra não dizer horríveis, pedirem pra ficar comigo e comer torcida de um sabor abominável. Mas eu realmente devia ter parado em “um monstro enorme pra mim”, quero uma cidade que me assuste, que esteja viva, que me surpreenda todos os dias, pessoas que saibam seus lugares, ou seja, de estranhos ou amigos, quero minha inocência de volta. Quero aquela criança balançando na rede colorida com o maior urso da prateleira ao lado, e um relógio que ganhou de presente dos pais que tanto ama. Cheguei até aqui e descobri que a quero de volta. É só isso.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

My baby wants to drive the train
But don't you let her, don't you let her touch the tracks
I said my baby wants to drive the train
Well all aboard yeah, and don't forget to mind the gap
Don't you let her, don't you know
She's sick and tired of
Being in the background, the passenger
Let her drive the train, oh!

Choo Choo!
Why don't you let her drive the train?
Choo Choo!
Why don't you let her drive the train, yeah

She's setting off from platform four
Make your way down, we'll shut the door bout quarter to five
I said she's setting off from platform four
And they've decided that they're gonna let her drive

Don't you let her, don't you know
She's sick and tired of
Being in the background, the passenger
Let her drive the train, oh!

Choo Choo!
Why don't you let her drive the train, oh...
Choo Choo!
Why don't you let her drive my train, yeah

Choo Choo!
Choo Choo!
Choo Choo!
Choo Choo!
"Saudações, Cidadãos

Nós estamos vivendo numa era
Em que a perseguição de todos os valores
Que não
Dinheiro, sucesso, fama, glamour
Foram ou desacreditados ou destruídos
Dinheiro, sucesso, fama, glamour
Porque nós estamos vivendo na era da COISA!"

Superficial?
Profundamente superficial eu. Como dois extremos que se tocam.
Eu me sinto assim, e não é ruim, eu to sono e to escrevendo besteira aqui nem sei porquê! Devia ir dormir, e pensar como eu quero mais é que tudo se foda, trabalho, mundo, gente e obrigações mais. Sim, pessoas são obrigações, vocÊ se faz ficar ficando a ser explicar pra elas. Quero mais que chova dinheiro na minha cabeça do nada, quero que a casa mofe, que o quarto suma na poeira e na bagunça. Ódio é o veneno que se toma querendo que os outros morram, eu quero que as coisas morram, eu as odeio, quero que algumas pessoas continuem vivas pra ver minha ascenção, por isso não as odeio, apenas não as suporto! Por isso eu não saiu daqui se não pra atolar no meu hedonismo ou para morrer sem um pingo de sanidade.
Finais são bençãos ambivalentes.